Métricas Ágeis: por que são importantes?

Uma das mudanças que mais tem se popularizado no mercado, principalmente tecnológico, é a transformação ágil. Aqui no blog, já comentamos como esse processo ajuda as organizações a melhorarem seus serviços e produtos.

14/05/2020 | 7 minutos de leitura.

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  1. Por que as Métricas ágeis são importantes?

Que muitas empresas estão passando por diversas mudanças para se manterem competitivas não é uma novidade, não é mesmo? Uma das mudanças que mais tem se popularizado no mercado, principalmente tecnológico, é a transformação ágil. Aqui no blog, já comentamos como esse processo ajuda as organizações a melhorarem seus serviços e produtos. Mas para que ela traga os resultados esperados é fundamental que contar com algumas métricas ágeis. Quer entender por quê? Então continue conosco, pois é sobre isso que falaremos no artigo de hoje.

Por que as Métricas ágeis são importantes?

Imagine a situação de uma pessoa que faz periodicamente os seus check-up. Ela anualmente faz suas visitas ao médico para garantir uma boa saúde e longevidade. Em uma consulta agendada, ela visita um novo médico, que não conhece absolutamente nada a respeito da saúde dela. Depois de uma breve anamnese, o médico não faz nenhum tipo de recomendação adicional e pede para a pessoa ir para casa. Depois de uns meses, a pessoa começa a sentir algumas dores no peito e é acometida de um infarto, sendo direcionada para uma cirurgia de urgência a fim de desobstruir as coronárias.

Olhando para esse caso hipotético, não é fácil concluir que houve uma negligência por parte do médico em não pedir minimamente um hemograma completo para verificar as taxas sanguíneas do paciente. Justamente pela ausência desses indicadores que o exame apresenta, como colesterol, glicose, dentre outras, não foi possível realizar uma recomendação adequada para garantir a boa saúde e longevidade do paciente.

Existe uma máxima que diz que não podemos melhorar o que não medimos. Não é difícil lidarmos com recomendações do tipo “precisamos melhorar a nossa qualidade”, “precisamos reduzir o nosso tempo de entrega”, “precisamos ser mais produtivos”, e muitas vezes os líderes e times ágeis não conseguem atingir um determinado objetivo justamente pois não conseguem medir como está a qualidade, o tempo de entrega ou a produtividade.

A avaliação das métricas do time (sem de produtividade, prazo, qualidade ou qualquer outra) são fundamentais, não para prestar contas a um superior ou para colocá-las como metas sem valor. As métricas nos ajudam a tomar decisões baseadas em dados. Ou seja, termos o data driven mindset.

Há vários benefícios em estabelecer métricas ágeis para o time, como por exemplo:

  • Fomentar o Mindset ágil;
  • Decisões Data Driven;
  • Promover a Transparência;
  • Contribuir para elevar a maturidade dos times;
  • Diagnosticar disfunções nos times;
  • Promover a colaboração e comprometimento dos membros do time;
  • Contribuir com a Transformação Ágil.

Existem inúmeras métricas que podem ser usadas em times ágeis. Vamos citar algumas das mais comuns que podem ajudar você no processo de evolução do mindset ágil e na transformação ágil.

Lead Time:

É uma das mais conhecidas no universo da agilidade. É uma métrica que tem como finalidade demonstrar o tempo de espera total do seu fluxo de valor, desde a concepção de uma ideia até a sua entrega para o cliente final. Normalmente é uma das métricas mais observadas num time ágil.

Cycle Time:

Também bastante conhecida, demonstra desde o início da produção até a entrega para o cliente. É bastante utilizada em conjunto com o Lead Time. 

Throughput:

Demonstra a vazão dos itens dentro de um fluxo de valor. Em outras palavras, a quantidade de itens que passa na sua esteira em um determinado intervalo de tempo, ou seja, consigo medir o quanto o time está sendo produtivo. É uma métrica que conjugada com as anteriores, agregam muito valor e ajudam a gerar insights significativos sobre como melhorar o time de forma geral.

Para finalizar, é importante entender que não estamos medindo pessoas, mas o trabalho realizado. Não queremos punir ou vigiar as pessoas ou time com as métricas, tampouco estabelecer mecanismos de controle. O que queremos é entender o quão saudável está o time e o que podemos fazer para torná-lo cada vez melhor.

Lembre-se sempre que se as métricas forem aplicadas com o intuito de fomentar uma gestão comando e controle, as pessoas adaptarão o comportamento para que você veja a métrica que desejar, sem que isso resulte em melhorias para o time ou valor para o cliente.

Sobre o autor

Ramon Barbosa

https://www.linkedin.com/in/ramonsilva/

Ramon Barbosa é Agile Coach na Lumis, especialista em Transformação Ágil e sócio fundador do Agile Arena, Centro de Treinamentos em Agilidade. Atua na área de TI em projetos de software desde 2001 e desde 2007 atua com gerenciamento de projetos ágeis e tradicionais. Executive & Business Coach e Personal & Professional Coach certificado pela Sociedade Brasileira de Coaching. É apaixonado por Agilidade, Liderança, Filosofia e Jiu-Jitsu.

 

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